Patologias Vulvares

Entendendo a Saúde da Região íntima

A vulva, parte externa do sistema reprodutor feminino, pode ser afetada por diversas condições dermatológicas, inflamatórias e infecciosas que comprometem a qualidade de vida da mulher. Algumas dessas patologias causam desconforto significativo, como coceira intensa, dor, lesões ou alterações na pele, tornando essencial a avaliação de um especialista para diagnóstico e tratamento adequados.

Ginecologia
Ginecologia

Principais Patologias Vulvares

As doenças vulvares podem ter origens variadas, desde infecções até doenças autoimunes e alterações pré-malignas. Entre as mais comuns estão infecções vulvares, como candidíase, vaginose bacteriana, herpes genital e verrugas causadas pelo HPV, que provocam sintomas como ardor, coceira, corrimento e lesões na pele da região íntima.

As dermatoses vulvares, como líquen escleroso, líquen plano e psoríase, podem causar ressecamento, descamação e até dor durante o contato íntimo, sendo necessário um acompanhamento contínuo. Algumas alterações celulares na vulva podem evoluir para câncer se não forem identificadas precocemente, tornando essencial a avaliação médica regular e a realização de exames para detectar lesões pré-malignas.

Além disso, úlceras vulvares não infecciosas, como as causadas pela hidradenite supurativa e a doença de Behçet, podem provocar lesões dolorosas sem relação com infecções sexualmente transmissíveis.

Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

O diagnóstico das patologias vulvares é realizado por meio de exame clínico, testes laboratoriais e, em alguns casos, biópsia da região afetada. O tratamento varia conforme a causa e pode incluir cremes específicos, antifúngicos, antibióticos, imunomoduladores e, em situações mais graves, procedimentos médicos para controle da doença.

Como muitas dessas condições podem ser confundidas entre si ou passar despercebidas nos estágios iniciais, qualquer sintoma persistente, como dor, coceira ou alterações na pele da vulva, deve ser investigado por um ginecologista. O acompanhamento regular é essencial para a detecção precoce e o tratamento adequado, garantindo mais saúde e qualidade de vida para a mulher.